Os Discípulos (Eugene Burnand, 1898)

Os Discípulos (Eugene Burnand, 1898)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Retiro de Natal - Vitória da Conquista (13/12/2008)

Oportunidade para que possamos entender nossa vida, assumindo a postura adequada diante da realidade.
Fomos chamados, escolhidos individualmente.
Deus se mostra através de sinais. Cabe-nos apenas ir ao Seu encontro e dar o nosso "sim" a esses chamados.
Pedido para que o Mistério escancare a minha medida à novidade de vida que Ele suscita entre nós. Nesse sentido, o convite que Jesus faz aos dois primeiros: "vinde e vede", é dirigido a cada um de nós em primeira pessoa, ao mesmo tempo nos lança numa perspectiva missionária para convidarmos os nossos amigos afirmando "encontramos o messias"!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Folha em branco (Diego Fernandes)

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"Viver o presente "

A vida segue seu rumo
Vou escrevendo minha história
A cada dia eu recebo
Uma folha em branco do Criador!
Vou escrever o hoje
Sem me preocupar com o amanhã
Sim, já passou o ontem
Só quero ficar com o que é bom!
Eu não tenho medo de tentar!
Parar! Pensar! Mudar!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Povera voce (Pobre voz)


Povera voce di un uomo che non c'è
La nostra voce se non ha più un perchè
Deve gridare, deve implorare
Che il respiro della vita non abbia fine.

Poi deve cantare, perchè la vita c'è
Tutta la vita chiede l'eternità
Non può morire, non può finire
La nostra voce che la vita chiede all'Amore

Non è povera voce di un uomo che non c'è
La nostra voce canta con un perchè

Pobre a voz de um homem que não existe.
A nossa voz, se não tem um porquê:
tem de gritar, tem de implorar
para que o alento da vida não acabe.

Depois, deve cantar,
porque a vida existe;
toda a vida pede a eternidade;
não pode morrer,
não pode acabar a nossa voz
que pede a vida ao Amor.

Não é a pobre voz de um homem que não existe,
a nossa voz canta com um porquê

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dentro daquele OLHAR

Capturado por um olhar. Arrastado por uma beleza jamais imaginada. Pedro Sarubbi, ator italiano, girou o país para contar sua história de conversão após participar do filme A Paixão de Cristo, dirido por Mel Gibson (por Valéria Gomes Lopes)

Entre os dias 25 de setembro e 06 de outubro, centenas de pessoas tiveram a possibilidade de escutar, estupefatas, a paixão de Barrabás. Ou melhor, o testemunho da conversão do ator Pedro Sarubbi, que interpretou o malfeitor - o primeiro a ser salvo pela Paixão de Cristo. Os encontros foram promovidos pelo Movimento Comunhão e Libertação em parceria com Centros Culturais e Universidades em dez cidades do país.
Sarubbi contou como foi completamente capturado pelo olhar misericordioso e apaixonado de Jesus sobre o seu personagem que, misteriosamente, o alcançou e o perturbou de tal maneira que, após a gravação de sua minúscula cena, não conseguia fazer mais nada: toda a sua mente, todo o seu sentimento, toda a sua pessoa, enfim, tinha sido tragada por aquele olhar. Assim como Barrabás, Sarubbi carregava uma raiva dentro de si, uma insatisfação, um sentimento de falta, de vazio, que nada era capaz de preencher. Tudo ia bem: profissionalmente era um homem bem sucedido; vivia há onze anos com Maria e tinha com ela três filhos saudáveis, inteligentes; convivia com muita gente animada e louca, mas não era feliz. O convite de Mel Gibson para o papel o desconcertou: como iria interpretar um personagem que aparecia por menos de três minutos e que não tinha uma fala sequer? Se ao menos fosse Pedro, com uma participação em quase todo o enredo e, consequentemente, um bom cachê! Para o ator não havia diferença entre fazer bandido ou santo - aquilo era um trabalho, nada além disso. Contudo, a experiência de trabalhar com um diretor, que afirmava "Você é o meu Barrabás! A sua raiva da vida vai mudar com esse personagem; Barrabás é como um cachorro raivoso, mas será o primeiro a ser salvo por Jesus", era, ao mesmo tempo, surpreendente e desafiadora. Esta foi a descoberta de Sarubbi: o nome Barrabás, cuja etimologia significa "o filho do pai", tornou-o filho.
Durante um ano, após o fim da filmagem, Pedro Sarubbi tentou fugir daquele olhar, mas Cristo continuava a chamá-lo por meio de tantos e diferentes fatos: o telefonema inesperado de um jovem padre de Comunhão e Libertação, que lhe falou de Giussani, fundador do Movimento, e do quanto ele chamava a atenção de todos para o olhar apaixonado de Cristo por cada um; o convite do padre para um jantar; a surpresa de também serem convidadas cerca de trezentas pessoas; a atenção silenciosa e compenetrada daquelas pessoas enquanto lhes contava sua história; a liberdade do padre de lhe dar um forte tapa nas costas enquanto dissera ser amasiado com Maria com quem teria seu quarto filho. Surpreendentemente, ali uma mudança já se revelava - Sarubbi considerou o tapa do padre como sendo a manifestação do amor de um educador que mostra a direção ao seu educando. Aquelas pessoas tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão naturalmente unidas suscitaram-lhe uma pergunta: o que os mantém juntos? A resposta implacável de um jovem foi decisiva: o amor por Cristo e o fato de sermos amados por ele primeiro. A partir dali, Pedro Sarubbi desejou se agarrar àquelas pessoas. Depois de um ano de convivência com esta companhia, frequentando a Escola de Comunidade todas às quartas-feiras à noite, casou-se na Igreja, foi crismado, batizou os filhos e se rendeu, completamente, a esse amor.
No meio cinematográfico, se o ator é identificado pelo pertencer à Igreja, não serve mais para o cinema. Diante dessa possibilidade, Sarubbi foi categórico: "Se eu não for mais chamado para o cinema por causa de Cristo, não tem problema. Perderei o cinema, mas ganhei a minha vida". Ao testemunho oferecido com tanta simplicidade, gratuidade e beleza, cresce a certeza de que "há pessoas e momentos de pessoas para se olhar e seguir". Obrigada, Barrabás!

(Revista Passos, nov.2008)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A duas flores (Castro Alves)


A duas flores

São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!